A vida que ninguém vê

07/12/2010

Cada um tem uma história

Filed under: Karina Ribeiro — Karina Ribeiro @ 20:38
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Final de ano, época de arrumação, preparação para o novo ano: limpa aqui, ajeita ali, tira daqui, volta a limpar. Não entendo essa necessidade de deixar tudo em ordem para a virada do ano, mas confesso que também a sinto!

Certa vez, organizando o velho porta bijouterias, percebi que haviam pares e pares de brincos que não usava a muito tempo e decidi que, se não usava não fazia sentido mantê-los guardados, então iria doá-los.

Prontamente, esparramei todos em cima da cama e comecei a separá-los: esses uso muito, esses pouco e esses não uso mais.

Mas além destes, haviam outros que não se encaixavam nestas categorias. Aqueles que, mesmo não sendo mais usados, passaram pendurados em minhas orelhas durante tanto tempo, estiveram comigo em cada momento, já escutaram cada uma, alguns ainda guardam o cheiro do meu perfume. Pareciam tão próximos, íntimos, pendurados em mim dividiram comigo tantas coisas, alguns segredos, beijinhos, desaforos, felicitações, fofocas, comentários inusitados e jamais esquecidos.  Como dispensá-los?

Ainda não estavam assim tão velhos, muitos deles me lembravam a adolescência. Claro que pendurados ainda embelezariam um bom par de orelha, mas a época deles já havia terminado e por um motivo ou outro, esse não combina com essa roupa, hum, esse não combina com esse penteado, esse não serve para essa ocasião. E assim descobri uma nova categoria, a das lembranças!

Brincos que me trazem lembranças, me lembram pessoas, situações, histórias, momentos, momentos que tive medo de não mais recordar se desses brincos me afastasse. Será? Pra que arriscar?

Então não hesitei e decidi manter todos por perto e em segurança no velho porta-bijouterias: os velhos brincos e as velhas histórias!

Os brincos da moda de 2011

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23/11/2010

O calor do inverno

Filed under: Crônicas — Karina Ribeiro @ 19:50

Eram quatro e posicionavam-se próximos um ao outro. O que isso importa? Os momentos mais leves e prazerosos, durante um longo e duro dia de inverno, sucediam daí. Se estivessem separados, como quebrariam o gelo e enfrentariam os icebergs do dia-a-dia?

Nesta estação do ano, se fossem outros, talvez o clima não fosse tão agradável. Mas com eles não. Faça chuva ou faça sol o clima era sempre agradável. Pareciam ter o mesmo jeito, os mesmos valores e se as ideias não fossem as mesmas, no mínimo, se completavam.

Amigos? Talvez, embora tivessem pouquíssimo contato fora do ambiente gelado. Não faziam parte do mesmo iglu. Meninas – iglu X, menino A – iglu Y, menino B – iglu Z. Em alguns momentos congelavam juntos, mas na maioria das vezes não. Se fizessem um único grupo, com certeza, frio não passariam. Mas em iglus diferentes era mais divertido, assunto não faltava para as discussões sobre a temperatura ideal.

Por vezes, escapavam alguns risos e até gargalhadas. Os mais ranzinzas, com mais idade, aparentemente, não se importavam. Mas sempre davam aquela olhadela, meio de lado, querendo se esquentar no calor da conversação.

26/06/2010

Achou pouco? Eu não.

Filed under: Devaneios — Karina Ribeiro @ 19:47
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Encontramo-nos por acaso.

Surgiram afinidades, nos aproximamos.

Completamente diferentes, muitas vezes, nos completamos.

Não nos vemos todos os dias,

Raramente, nos falamos.

Comunicamo-nos no mundo virtual.

Digitamos novidades, blá blá blá e os próximos encontros.

Louco? Acha pouco?

Eu não. Amo,

Todos os momentos que nos encontramos,

Beber, comer, rir, falar, reclamar

Comemorar, comemorar e comemorar.

Sempre comemoramos.

Sua vitória, a vitória dela e a do outro.

Com alegria, sem ironia.

Quem somos?

Somos ombros, quando um está triste.

Somos ouvidos, quando é preciso desabafar.

Somos mãe e pai, quando há perigo.

Ou motivo para se orgulhar.

Somos o que há de mais raro e puro no mundo.

Somos únicos.

Verdadeiros.

Às vezes irmãos.

Companheiros.

Somos amigos.

02/05/2010

Um aprendizado

Filed under: Devaneios,Entrevistas,Karina Ribeiro — Karina Ribeiro @ 16:41
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Por Karina Ribeiro para o blog Me Conta Aí

Aprendiz é sinônimo de oportunidade.

As tarefas são como um cursinho intensivo da realidade.

As salas de reunião significam aprendizado.

Para quem só quer R$ 1 milhão, está no lugar errado.

Essa experiência foi mudança, transformação.

Dorme tarde, acorda cedo, cada tarefa uma emoção.

Ler a carta da família sozinha no quarto.

Força, coragem, foco e determinação.

Trabalha, trabalha, trabalha, volta para o quarto.

Descansa, faz a mala, hoje não tem sala de reunião.

Cada recompensa uma surpresa.

Na volta, encontro os que lutaram com esperteza.

Mas ao demitido, boa sorte meu irmão.

Não fui contratada, mas passei longe da demissão.

Alguma estranheza? Venci os participantes, mas não fui a escolha do patrão.

Enfim, o que ganhei com a aparição? Nem carro, 10 mil por mês ou R$1 milhão.

Ganhei mais. A experiência e uma lição:

Aos individualistas resta à solidão, aos bons líderes, uma nação.

25/10/2009

Detalhes…

Filed under: Karina Ribeiro — Karina Ribeiro @ 16:15

Já parou pra pensar que a felicidade não está na totalidade das coisas… Particularmente, os detalhes são essenciais para consolidar a felicidade em muitos momentos da sua vida! Então, por que esperar que alguma coisa grandiosa aconteça para ser feliz?

Não seria maravilhoso se as pessoas pudessem se sentir completamente felizes em fazer o bem para o próximo?

E se soubéssemos entender que não existem pessoas melhores do que outras, pois todos possuem algumas habilidades específicas em que se destacam de alguma forma?

Ou ainda, se compreendessemos que escolher a minha, a sua ou a idéia do outro não é uma questão de ego e sim de inteligência em avaliar a melhor solução para determinada situação?

Momentos como fazer uma refeição em família, reunir bons amigos para jogar conversa fora, até mesmo, simplesmente tomar banho, se vestir, fazer uma atividade física, correr, andar, nadar…podem sim ser verdadeiros momentos de felicidade!

Para que esperar para ser feliz? 

A vida é agora! Encontre sua felicidade em todos os momentos.

Certa vez, ouvi dizer que Deus está nos detalhes…se for assim, pode ter certeza que a felicidade também está!

Felicidades para você.

21/07/2009

Foge o irrecuperável tempo

Filed under: Karina Ribeiro — Karina Ribeiro @ 03:35
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Quanto tempo?relógio

Por que quando temos pressa ou estamos ansiosos temos a sensação de que algumas coisas demoram muito mais para acontecer do que usualmente?

Por exemplo, quando estamos atrasados para chegar a algum lugar por que o farol parece demorar? E o trânsito não quer ajudar?

Quando esperamos alguém ligar, o telefone insiste em não tocar.

Quando vamos nos encontrar o elevador parece não funcionar.

Quando temos que trabalhar o final de semana parece voar.

Quando estamos a viajar demoramos a chegar e voltamos em um piscar.

Quando queremos descansar o trabalho parece não acabar.

Quando temos fome a pizza demora a chegar.

Quando temos sono a noite acelera o dia a clarear.

E se temos insônia a noite custa passar.

Se não tenho o que escrever, continuo a enrolar…

E quanto ao tempo, como se comportará?

Se tiver com tempo, saiba mais. Clique aqui!

06/07/2009

Triste realidade

Filed under: Karina Ribeiro — Karina Ribeiro @ 22:40
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Em um dia desses, em um congestionamento normal, estou escutando uma música, não me lembro qual. A melodia acaba e o locutor chama a atenção dos ouvintes para um comercial qualquer. Olho para meu lado direito, uma fila sem fim de carros. Olho para meu lado esquerdo, alguém embrulhado em um pedaço de pano dorme em cima de um papelão na guia da Avenida Tiradentes em São Paulo.

Essa parece uma cena do cotidiano, mas não resisti e registrei esse momento com uma foto. Depois de tirada, para minha surpresa, vi que em cima dessa pobre pessoa estava uma luz a brilhar. Seria um poste de luz? A lua? Ou o bom Deus a iluminar aquele sono sofrido de uma pobre pessoa?

Parei um segundo e pensei, estou aqui reclamando do trânsito, mas tenho um carro para dirigir. Estou reclamando do frio com a mudança brusca da temperatura, enquanto tenho um cobertor e uma cama quentinhos em casa. Estou reclamando, reclamando, reclamando…

Enquanto aquela pobre pessoa nada tem a reclamar, se tem frio só pede a Deus para amenizar, se tem fome pede ao próximo que o ajude, sofre calado e dorme sem questionar.

Às vezes nos esquecemos de olhar para o lado, pensamos em nossa vida, nossos problemas, olhamos para nosso próprio umbigo e deixamos de lado a realidade que nos rodeia. Tiremos o cabresto que a rotina colocou em nossa cabeça, para perceber que muitos reclamam sem precisar, enquanto outros apenas sobrevivem sem protestar.

23/06/2009

O que o dinheiro não compra?

Filed under: Karina Ribeiro — Karina Ribeiro @ 02:08
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Oi Karina,

Você não deve lembrar de mim, sou mais uma fã sua. Te mandei um depoimento pleo orkut da minha mãe e a gente ficou de conversar pelo msn, só que como nunca nos encontramos on-line, quis te mandar um e-mail pq por incrível que pareça, cada vez que entro no orkut da minha mãe e vejo suas atualizações, vejo o quanto você é especial e gosto mais de você.

Sou publicitária também, na verdade, me formei sexta-feira agora e consegui um emprego na terça passada em uma agência aqui no Rio mesmo, tô começando a trilhar meu caminho e realizar meu sonho.

Me identifiquei demais com você, confesso mesmo sendo super fã do Roberto Justus e apaixonada por publicidade, nunca acompanhei nenhum Aprendiz, e quando soube do universitário, não quis me inscrever porque eu morria de medo dele…hahaha.

E comecei a acompanhar lá pela nona tarefa e de cara você virou minha preferida, tanto que fui para o youtube e vi todas as tarefas e na boa, sem puxa-saquismo,você era a melhor disparada.

Vi em você, uma pessoa dedicada, focada,ética e acima de tudo, justa. Você me ensinou muita coisa, o jeito como você trabalhar em grupo e como você trata as pessoas, é mais do que admirável, em nenhum momento você demonstrou querer passar por cima de alguém, pelo contrário, fazia questão de mostrar que não queria julgar as pessoas, só estava fazendo o seu trabalho,dizer quem não contribuiu totalmente com a tarefa, a forma como você colocava sua opinião, demonstrava claramente a pessoa que você é, pelo caráter que você tem!

Você me ensinou muitas coisas de verdade, eu até vou fazer Jornalismo porque vi o quanto você é completa, e olha que o meu foco sempre foi em publicidade e até vou me inscrever no 7, mesmo achando impossível.rs

Queria te dizer isso tudo, eu fiquei muito decepcionada com o resultado final, queria matar o Roberto Justus, e olha que sou fã dele, sem querer desmerecer a Marina que mesmo não gostando dela, não a conheço para julgá-la. Você era sem dúvida alguma a melhor candidata.

Você fez a diferença da primeira a última prova, mostrou sua capacidade, e ainda por cima, conquistou o seu espaço. A vivo que não é boba nem nada, garantiu a equipe dela.rs*

Bom, é isso, teria mais coisas para falar, mas não vou ficar enchendo, queria mesmo que você soubesse que de verdade, eu admiro demais a Karina Ribeiro, finalista do Aprendiz 6 e que tenho certeza que você está apenas iniciando o seu caminho e que você vai muito,muito longe mesmo.

Sem sonhar muito, queria muito um dia trabalhar com você, porque pelo pouco tempo de profissional que tenho, contando os estágios, sei que pessoas como você, é muito raro.

Parabéns por ser quem você é! Quero ser como você quando crescer! rs*

Todo o sucesso do mundo para você!

Beijos

Vencer O Aprendiz 6 = 1 milhão + 10 mil por mês (por 1 ano)
Ser a 2ª colocada e fazer a diferença na vida das pessoas – NÃO TEM PREÇO!

 Tem coisas que, realmente, o dinheiro não compra!

16/06/2009

O que ninguém vê…

Filed under: Karina Ribeiro — Karina Ribeiro @ 19:16
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Mais que um reality show, uma lição de vida.

Mais que um reality show, uma lição de vida.

 

É fácil julgar as pessoas…

Questionar por que elas fizeram isso e não aquilo…

Dizer que elas estavam erradas e deveriam ter falado outra coisa do que o que foi dito…

Principalmente, quando estamos sentados no sofá assistindo a um reality show…

Particularmente, sou uma telespectadora de reality shows e sei como é fácil julgar as pessoas que estão participando…

Em um programa qualquer, desses onde as pessoas não têm mais nada pra fazer do que se exibir na acadêmia, na piscina, na jacuzi, na churraqueira é ainda mais fácil julgar…

Difícil é participar de um programa onde você está sendo testada e avaliada, não pelo público, mas por um dos mais reconhecidos empresários de comunicação no Brasil…

É fácil esquecer que está em programa de TV e dedicar-se inteiramente ao trabalho…

Difícil mesmo é ficar 4 meses confinada…

É dar o sangue por sua equipe e ter que abandoná-la no meio do jogo…

Difícil é fazer amigos e ter que ser, verdadeiramente, sincera para atacá-los na sala de reunião…

É suportar a pressão 24h por dia…

Difícil é ficar sem dormir por falta de tempo e quando sobra tempo, ficar sem dormir de preocupação…

É ficar sem comer para economizar a verba de produção para o evento e quando tem verba disponível não comer por falta de fome devido a preocupação…

Difícil é você sentir que tem alguém que confia em você e no seu potencial e decepcionar essa pessoa em algumas tarefas…

É sentir que vai ganhar e depois perceber que ainda não chegou a sua hora!

A verdade é que só quem viveu pode se atrever a julgar as pessoas que estão lá dentro… mas ainda assim, isso é difícil!

Cada um tem um jeito, uma personalidade, uma forma de trabalhar…

Trabalhar em grupo não é fácil!

Mas a vontade de ganhar, de crescer, de aprender com cada detalhe é muito maior…

E pra mim, as dificuldades sempre se transformam em desafios!

Experiência única e maravilhosa.

19/12/2008

O mercado da emoção

Filed under: Karina Ribeiro — Karina Ribeiro @ 13:30
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Segundo a revista Veja, cientistas asseguram que o consumo é controlado pelo lado emocional do cérebro

É isso mesmo, a inteligência nesse caso é o que aproxima o produto do consumidor final. A embalagem deve satisfazer as necessidades específicas do seu público-alvo . Mecanismos de abrir e fechar, facilidades para transportar, manusear, enfim, o consumidor precisa olhar para o produto e pensar: “é exatamente isso que eu estava precisando”.

Mas a qualidade e a inteligência, embora juntas agreguem ainda mais valor à mercadoria, também não são suficientes para assegurarem as vendas sozinhas. É preciso mais!

A marca é um fator fundamental para estabelecer a relação com o cliente. Mas o que ela representa? Ela é destinada para qual público? O que ela agregará na minha vida? O que eu ganho com ela? Essas e tantas outras são algumas perguntas que o subconsciente dos consumidores fazem no momento de decidir entre as marcas X ou Y, por exemplo.

E para quem pensou que quem lucra com a compra é a empresa que recebe milhões e milhões com as vendas, está enganado! Quem mais se beneficia neste caso é o próprio consumidor, que além de ter inúmeras opções, tem o poder de escolher aquele que melhor se enquadra no perfil ou que mais valor agrega em relação ao status, qualidade de vida, preocupação ambiental, etc.

Mas atualmente, com o agigantamento do mercado – intra planetário –, o aumento da velocidade da informação com a plataforma virtual e a individualização do ser humano, “as empresas estão buscando cada vez mais gerir suas marcas com conjuntos de valores completamente diferentes”.

Ou seja, não basta ter qualidade, embalagem inteligente e uma marca que representa as classes K ou W. É preciso mais! Para o produto ser completo é preciso ter um diferencial. Os atributos funcionais como nome, logotipo e slogan ganham ainda mais força com os atributos emocionais.

Isso mesmo, emoção é a palavra da estação! A personificação da matéria – visível quando o essencial para alavancar as vendas é a identidade da marca. Agora além de inteligência, a identidade é o que transforma um Corn Flakes em ideal de vida!

A satisfação das necessidades básicas e comunicação ficaram em segundo plano, abrindo espaço para a identificação do consumidor com o produto e o diálogo entre eles.

Isso mesmo, diálogo. Afinal, quem não dá assistência perde a concorrência!

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